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PARCERIA ENTRE A CÂMARA E A ACIAB NA CONSTITUIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO CONCELHIA DAS FESTAS DE S. BARTOLOMEU, DIVIDE A MAIORIA E A OPOSIÇÃO EM PONTE DA BARCA
Olegário Gonçalves, Presidente da Direcção da ACIAB (Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca), tem sido alvo das criticas dos três partidos da oposição em Ponte da Barca. PS, CDU e PP lançam fogo cruzado sobre Olegário Gonçalves e Cabral de Oliveira, as duas figuras dominantes da recém constituída associação das festas concelhias. Em causa, encontra-se a criação da denominada Associação Concelhia das Festas de S. Bartolomeu, como entidade de suporte jurídico das festas concelhias. “Não sei com que intenção inventam, arquitectam e afirmam que esta associação irá extinguir as festas”, refere em tom irritado Cabral de Oliveira.
O autarca barquense, vai mais longe, e sublinha a propósito, que “se verifica uma tentativa de fazer render uma polémica artificial, desprovida de qualquer conteúdo e sem o menor sentido”. A Câmara Municipal, diz “necessitar” na constituição da referida associação, de um parceiro que, nos termos legais, garanta o suporte jurídico.
De acordo com os estatutos aprovados, a Câmara assume o controlo de todos os orgãos da Associação, enquanto a ACIAB lhe compete nomear o segundo secretário da Assembleia Geral, o Vogal da direcção, e um Vogal do Conselho Fiscal. Todos os outros membros dos vários orgãos são nomeados pela Câmara Municipal. O Partido Socialista não entende assim, o que leva Cabral de Oliveira a apontar-lhes o dedo. “Sem qualquer lógica nem consistência política, apressaram-se a lançar poeira para os olhos das pessoas, recorrendo ao fantasma mais primário e demagógico do bairrismo serôdio e do provincianismo bacoco”, diz o autarca. Acrescenta, ainda, “agitam o fantasma da subserviência em relação aos concelhos limítrofes, gritam que em Ponte da Barca há associações e pessoas com competência e capacidade”
Em face das acusações, o edil interroga-se; “Então a ACIAB não é uma Associação ao serviço de Ponte da Barca?”. Continua, evidenciando, que “por intermédio da ACIAB é que alguns comerciantes e industriais do concelho apresentaram ao PROCOM as suas candidaturas no valor de muitos milhares de contos” e “serão comerciantes e industriais de Ponte da Barca que, sendo sócios e fazendo parte dos orgãos directivos da ACIAB, integrarão a referida associação”.
SEGUIDISMO
Vassalo Abreu, candidato do PS à Câmara Municipal de Ponte da Barca, observa a propósito que “só a teimosia do executivo municipal” permitiu que fosse levado a efeito “um certo seguidismo” de alguns membros da Assembleia Municipal. “É um atentado à história de Ponte da Barca, já que a ACIAB é estranha ao concelho de Ponte da Barca”, opina.
Vassalo Abreu diz-se a favor da constituição de associações, embora rejeite “a falta de sensibilidade da Câmara Municipal na constituição desta parceria, já que constitui um atentado á cultura do povo de Ponte da Barca”. O que Cabral de Oliveira “impôs” foi aquilo que “Branco de Morais quis impor a Viana do Castelo, ao pretender retirar-lhe o castelo”, observa.
Está instalada a polémica em torno deste assunto, com as forças políticas divididas no apoio a dar á sua constituição.
DESALOJADOS DO MAU TEMPO VÃO OCUPAR CASAS PRÉ-FABRICADAS ATÉ FINAL DESTE MÊS
Está praticamente concluído o trabalho de instalação das casas pré-fabricadas para os desalojados do mau tempo, nos lugares de Cestães (Sabadim) e Frades (Portela), no concelho de Arcos de Valdevez.
Ouviram-se algumas criticas pelo exíguo espaço de que dispõem as referidas construções. No total, foram instaladas 4 casas em Cestães e outras 4 na Portela. A sua montagem pertenceu ao Serviço Nacional de Protecção Civil, que respondeu aos apelos feitos pelas autoridades locais, no sentido de dar abrigo a quem ficou sem casa no passado mês de Dezembro.
Recorde-se que no concelho de Arcos de Valdevez morreram 5 pessoas no passado Inverno, vitimas do mau tempo e mais de uma dezena de famílias estão sem tecto.
Depois da tragédia, uma onda de solidariedade invadiu as comunidades emigrantes do Canadá, França, Alemanha e Lisboa, no sentido do envio de verbas para apoiar estas pessoas. No total, foram recolhidos mais de sete mil contos, que serão entregues no próximo dia 18 deste mês em cerimónia a ocorrer nas instalações do Núcleo da Cruz Vermelha de Arcos de Valdevez.
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APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA ASSOCIAÇÃO FLORESTAL DOS VALES DO MINHO, COURA, ÂNCORA, VEZ E LIMA
Acaba de ser apresentada publicamente a Associação “Atlântica”, em cerimónia ocorrida no passado fim de semana na Casa das Artes Concelhia de Arcos de Valdevez. Os objectivos cimeiros desta nova instituição visam dar seguimento a uma política sustentável para a floresta da região, que nos últimos anos tem sido severamente dizimada por incêndios.
Nesse sentido, estão em preparação vários projectos que serão candidatados a fundos comunitários. Existe ainda, um protocolo de parceria com uma das mais representativas associações galegas do sector a “Silvanus”, com o objectivo de dinamizar troca de experiências.
Na sequência desta cerimónia, a Federação de Produtores Florestais de Portugal realizou uma reunião de trabalho com dirigentes associativos e especialistas em ciências e técnicas florestais.
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ACTUALIZADA EM 11.05.2001
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